As lagartas da espécie Lasiocampa quercus são polífagas, alimentando-se de um grande número de espécies de plantas como por exemplo: Betula (Bétulas), Alnus (Amieiros), Salix (Salgueiros), Prunus (Cerejeira, pessegueiro, etc.), Rubus (Silvas), Malus (Macieiras) e Trifolium (Trevos).
L. quercus (fêmea)

LagartaEsta espécie, como todos os lepidópteros, apresenta vários inimigos naturais. Penso que os que a afectam mais são os parasitóides. Todos os estádios de desenvolvimento das borboletas são atacados por parasitas himenópteros (semelhantes a vespas) e dípteros (moscas). Estes parasitas passam a chamar-se parasitóides quando matam o hospedeiro (numa das fotos podemos ver uma lagarta que foi morta por um parasitóide). Morcegos, aves e aranhas são outros predadores que predam esta espécie.
Lagarta parasitada Esta espécie apresenta um tipo de crisálida (pupa) designada de terrestre. A origem da palavra crisálida vem do grego chrysos, que significa ouro, isto porque muitas espécies apresentam manchas ou pintas douradas. Muitas espécies utilizam casulos, como a Lasiocampa quercus, e estes tem como objectivo proteger a crisálida de agressões externas, como a secura, as temperaturas extremas, parasitismo e predação. A lagarta, antes de construir o casulo e se transformar em crisálida, procura um lugar recatado, tornando mais difícil a sua descoberta.
Bibliografia:
http://www.leps.it/
http://ukmoths.org.uk/show.php?bf=1637
Maravalhas, E. (2003) As borboletas de Portugal. Vento Norte. Porto.