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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Malacogaster passerinii

Esta foto é muito importante pois trata-se do primeiro registo fotográfico de uma fêmea de Malacogaster passerinii no estado selvagem.
Apesar de não parecer, trata-se de um escaravelho e pertence à família Drilidae, uma família aparentada com a dos pirilampos (Lampyridae).

A família Drilidae é um pequeno grupo de espécies da Ordem Coleoptera. São conhecidas cerca de 100 espécies a nível mundial, sendo a maioria encontrada em zonas tropicais. As espécies desta família apresentam um acentuado dimorfismo sexual, com os machos a apresentarem asas e as fêmeas completamente ápteras e aspecto larviforme. A maioria dos drilídeos são nocturnos ou crepusculares.
A dieta destas espécies, tanto na fase larvar como em adultos, é à base de gastrópodes (Mollusca) que capturam. As larvas de M. passerinii predam diversas espécies de caracóis do género Helix.

Na Península Ibérica são somente consideradas 8 espécies de drilídeos: Drilus flavescens, Drilus mauritanicus, Drilus amabilis (presente apenas nas ilhas Mallorca e Menorca), Drilus concolor, Paradrilus opacus, Malacogaster passerinii, Malacogaster nigripes e Malacogaster maculiventris.

Bibliografia:

Bahillo de la Puebla, P. & J. I. López-Colón (2005) Los Drilidae Lacordaire, 1857 de la Península Ibérica e Islas Baleares (Coleoptera). Boletín Sociedad Entomológica Aragonesa, nº 37: 119-128


sábado, junho 02, 2007

Lucanus cervus

Foto 1
O Lucanus cervus (Cabra-loura) é um insecto da Ordem Coleoptera (família Lucanidae) e é o maior coleóptero de Portugal. Está presente praticamente em toda a Europa e Médio Oriente com a excepção do Norte da Europa, Sul da Península Ibérica (onde ocorre Lucanus barbarossa), Sul da Itália, Sardenha Córsega e região de Provença.
Esta espécie está associada a bosques e florestas de caducifólias, embora também possa ser encontrada em parques e jardins. Não depende unicamente de quercíneas pois as larvas alimentam-se, também, de muitas espécies de árvores de folha caduca. As larvas alimentam-se de madeira em avançado estado de decomposição, enquanto que os adultos alimentam-se de seiva (Foto 3) resultante de feridas nas árvores e também de frutos maduros.

Foto 2
O desenvolvimento das larvas tem uma duração muito variável (1 a 7 anos a atingir a maturidade). A pupa desenvolve-se durante cerca de seis semanas. Os adultos eclodem da pupa entre finais da Primavera e início do Verão. O Lucanus cervus apresenta um acentuado dimorfismo sexual, tendo os machos a cabeça e as mandíbulas muito maiores que as fêmeas. Esta espécie apresenta um dos polimorfismos tróficos mais significativos entre os insectos.




Foto 3
Apresenta um comportamento variável, sendo nocturno/crepuscular na área Norte da sua distribuição e diurno na área Sul (como no Parque Biológico de Gaia onde foram tiradas as fotos).
A perda e fragmentação do habitat são a grande ameaça que esta espécie enfrenta. É muito importante não derrubar árvores velhas e manter madeira em decomposição de que as larvas se alimentam.
A população de Lucanus cervus está em declíneo.



Bibliografia:

http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/FAUNA/invertebrados/Lucanus%20cervus.pdf
http://es.wikipedia.org/wiki/Lucanus_cervus
http://en.wikipedia.org/wiki/Lucanus_cervus